Wednesday, April 03, 2013

a minha impressora...

... lembrou-se de avariar /: nada de actualizações decentes, entretanto - excepto pela nuvem no rodapé da página

Friday, November 30, 2012

(Inverno.#)

.
rascunho muito rápido / Fevereiro 2012
(não tem apetecido desenhar /: )

Thursday, May 24, 2012

Búzio


Búzio / Maio 2011
Gosta de ler Sophia de Mello Breyner Andresen 
(o nome "Búzio" é uma referência a uma personagem de um conto desta escritora). 
Sabe inglês, tem coração português, mas ninguém sabe de onde ela é.

Tuesday, April 10, 2012

(hoje, enquanto dormiam)



Hoje, enquanto dormias, andei pelos telhados de outra cidade. Falei com leões de asas feitas de pedra e tropecei várias vezes em anjos e gárgulas com mais de duzentos anos (pedi-lhes desculpa, como é evidente). Havia o céu, azul, como num postal, que cheirava a laranjas e a almoço. Miúdas, as pessoas viviam lá em baixo, não se atrevendo a voar como gatos porque a maioria das casas estão em risco de ruir. Mas sulcos, texturas, padrões, a todos vi de lá de cima, deixando-me descansar em cada ponte que as minhas olheiras encontravam, para depois tos mostrar.

A água doce dos canais e lagunas talvez abriguem nereides ou fantasmas. Passeiam-se por entre colunas de madeira e pedra, debaixo de água, certamente à espera que caiam moedas incautas para poderem comprar bilhetes de barco e irem vadiar para outros sítios. Vi-as quando espreitei para os túneis, de cabeça para baixo e de atacadores desapertados, o que provavelmente pouca credibilidade terá.


Arcos, abóbadas, mosaicos, relevos gravados em filigrana, flores penduradas nas varandas (vermelhas, as flores, e roxas), tinta a descascar.

Nas oficinas, vidro, papel e telas a ser trabalhados.

Contei
centenas
de
degraus
até desistir.

De meia em meia hora, um campanário murmurava e as ruas ficavam atentas. (No telhado onde estava, prendia a respiração.)

Numa das vezes em que quase desci, um martelo estava na mão de um homem e desfigurava a estátua de um santo. Perguntei-lhe porque o fazia, bem alto. Mas não sabia, ou não quis dizer. Por isso, apanhei um pedaço de estuque que andava por ali caído e atirei-lho.

Tive de me retirar muito apressadamente.

Thursday, January 12, 2012

(num café ou bar)

- Estás a vê-los?
- Quem?
- Aqueles anjos, ali. (apontando de forma discreta)
- Porque é que eles parecem estar tão estranhos, como se embriagados?
- Eles não estão habituados.
- Ao quê?
- A leite com chocolate. Para eles, é como se bebessem álcool. Uma garrafinha de vodka, por exemplo...
- Oh.

Monday, July 11, 2011

estou sem pc! T.T *

Junho 2011 | Pequena prenda para a minha mana <3
(Ao digitalizar, perdeu cor, e não dá para perceber a pequena colagem <<' )
* O que significa, ler mais, escrevinhar mais e tentar desenhar mais :P

Monday, June 13, 2011

(roxo :: pequena história por acabar) continuação 3

1ª parte aqui
2ª parte aqui


Estavam flores pálidas na árvore e no chão em frente ao banco de jardim, aos pés de Jules. Descalçara-se. Anoitecia.

O rapaz da cartola não encontrara Dasha e o gato não dormira, vigiando a criança adormecida. A dado momento, Jules separara-se do rapaz da cartola, deixando-o terrivelmente frustrado e preocupado. Mas a jovem perdida desconhecia em que apuros o deixara, desconhecendo também em que sarilhos se iria meter, se a sua memória não lhe regressasse depressa.

Porque alguém a observava com interesse. E quando viu a rapariga descalça levantar-se do banco e abandonar o jardim, parecendo hesitante e algo insegura, os seus dedos desfazendo descuidadamente algumas flores, pagou o café que não chegara a beber para a continuar a seguir de forma discreta.

Na cozinha de Dasha, o esparregado queimara-se, sem ninguém que o vigiasse.
Afinal de contas, o gato ainda não aprendera a desligar o fogão.

(Moon / Cláudia)

Saturday, June 04, 2011

pipocas e pega-monstros [excerto]


Escorregam pela folha, bebendo-me, aquelas horas, as primeiras, em que te conheci pela segunda vez.
Deste-me um pacote de pipocas com sabor a morango e eu dei-te um ‘pega-monstros’. As ruas cheiravam a chuva e aos rostos de pedra eternos dos deuses na sua escuridão, mas nós ainda não as aprendêramos a descrever.
No bolso, em número que muito grande a nós nos parecia, rebuçados comprados no quiosque da praça a um escudo cada. Cinquenta escudos assemelhavam-se-nos a uma pequena fortuna, nesses dias, gasta em pastilhas elásticas e cromos e livros de banda desenhada.
E tínhamos nos lábios os mesmos sabores, morango, limão, laranja e maçã, enquanto jogávamos ao berlinde na terra enlameada. 
[...] 
Éramos, fomos, alquimia e alquimistas, ladrões de nêsperas dois meses por ano. [...]

Saturday, May 28, 2011